Quando a pressa é pouca, a alma é leve e a mente profunda…

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Meus amigos(as), desconsiderem esta publicação caso estejam agitados. Caso seu momento seja outro que não o de alguém com a possibilidade de aproveitar uns raios de sol, andar descalço na areia e sentir o vento no rosto. Retorne de bom grado quando seu tempo permitir ou seu âmago exigir. Pois, desta vez, é necessário sossego, desprendimento, vagareza no andar para absorver o que este lugar têm pra oferecer….

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Em Mundaú adentramos um pedaço do mundo onde o tempo deixa de ser considerado um bem de grande valor agregado e passa a ser um presente. Uma dádiva a ser lentamente descortinada, desenrolada, desmistificada pela simplicidade do existir em harmonia como fundamento maior do ser humano. Um existir sedutor, devagar pra não cansar com o calor…

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Conforme a maioria dos sites e blogs que encontramos sobre o assunto a palavra Mundaú é proveniente do tupi guarani e significa “água de ladrão”, através da junção dos termos mondá (“roubar”) e ‘y (“água”) ou também lagoa grande*.

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Distrito pertencente à cidade de Trairi, no litoral oeste do Ceará, distante 170KM de Fortaleza pela rodovia estadual CE – 085, Mundaú é um vilarejo pesqueiro, bucólico, com rendeiras em frente às suas casas e muita gente batendo papo nas calçadas nos finais de tarde e início de noite. O comércio é tímido, ao contrário do esplendor natural que as dunas, o manguezal e o encontro do Rio Mundaú com o mar oferecem.

* Fonte: http://www.caboco.com.br

 

Breve histórico (versão escola):

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“O navegador Américo Vespúcio afirmou em seus relatos ter avistado em 17 de agosto de 1501 o litoral do Ceará a 3º 30´ (três graus e trinta minutos) ao sul da ilha do Equador. Pois essa é a posição do nosso querido Mundaú, que recebeu em suas praias o par romântico Martim e Iracema de José de Alencar. Deleitaram-se banhando-se nas águas do Rio Mundaú e saboreando o nosso famoso Camurupim. José de Alencar refere-se com muita simpatia ao Mundaú em sua obra Iracema, ressaltando-se a abundância pesqueira e a beleza da pequena bacia, em 1865…

…nome da nossa comunidade foi herdado do rio – Rio Mundaú – que nasceu na parte meridional da Serra de Uruburetama e caminha 160 km até desembocar ao encontro do Mar, na Barra de Mundaú. Sua bacia hidrográfica 1500 km2 é formado pelos rios Angelim, Cruxati e Sororó…” **

** http://www.pousadadasmares.com.br/mundau.php

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Sobre os nativos, deveras importantes nesse breve relato histórico, contaremos um pouco mais em uma próxima oportunidade, seguindo o ritmo local, cadenciado e absorvendo o que de melhor esta terra tem para oferecer…

Mas, se sua curiosidade for maior, podes dar uma olhada neste artigo da internet:

www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=6091&action=read&page=0

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Abraço e até logo.

Texto e imagens: André C. B. Carvalho.

Tratamento imagens: Pedro Henriques.