Vai pra onde?

DSC05738

 André Carvalho. Sul de Florianópolis. Foto: Nelson Ferraz.

O acesso à conteúdos legais de gente do mundo inteiro onde o bodyboard acontece, inclusive a interação entre pessoas que tem o esporte no seu cotidiano, enriquecem nosso jeito de pegar onda. Com as redes sociais, fotos e vídeos alucinantes de brasileiros e estrangeiros de todos os lugares agora fazem parte do nosso dia a dia, pouco tempo atrás esses conteúdos eram raros de serem encontrados.

Só nesta semana e através da rede mundial de computadores assisti na íntegra o filme “Show time” do paulista Renan Faccini, melhor produção nacional dos últimos anos na minha opinião. Logo na sequência vi Beneath, lançado em 2015 pelo australiano Tyge Landa. No canal Woohoo, passou a biografia do Fábio Aquino, que tá bem bacana por sinal, além de boas ondas no Chile no programa Bodyboard Brasil, que costuma apresentar mais material do pessoal do RJ, devido, aparentemente, à uma questão de logística pela produção ser baseada naquele estado. “Where to next”, filme alucinante de uma galera da Austrália foi “ao ar” em diferentes horários no Canal Off, uma grata surpresa numa noite de bobeira no sofá de casa.

Tive a sensação de que temos nosso espaço consolidado na mídia. Mesmo assim me pergunto constantemente o que estamos construindo hoje para melhorar a realidade do bodyboard amanhã?

Relacionado às competições, na região sul até o momento tivemos a primeira etapa do circuito catarinense na praia do Estaleirinho. Os circuitos gaúcho e paranaense realizaram dois eventos cada este ano.

No Rio Grande do Sul além de campeonatos regionais haverá um curso de arbitragem em outubro. Santa Catarina apresentou duas ótimas surpresas. O Circuito Municipal em Balneário Camboriú (Circuito Ômega Boards) e, pela primeira vez na história, uma escola de bodyboard financiada pela prefeitura de Florianópolis. Estas ações aconteceram devido ao esforço conjunto de alguns nomes importantíssimos no desenvolvimento do esporte por aqui: Ronaldo Figueiredo, Vanderlei Lopes (Lobo), Jarbas Soares (atual presidente da CBRASB), Roberto Germano, Julio Wollinger e Emanuel Poffal. Vale lembrar que os trabalhos realizados por escolas e centros de treinamento coordenados por Giovani Ferreira, Pérola de Souza e Sanderson Trevisan no Paraná apresentam ótimos resultados nas competições e no desenvolvimento de cidadãos há anos.

Apesar da alta qualidade das imagens das sessões livres disponíveis na internet e dessas iniciativas legais que citei acima, quantas pessoas e bodyboarders na sua praia, cidade ou estado tem retorno financeiro com nosso esporte?

O consumo de pranchas, roupas de borracha, equipamentos e conteúdo de bodyboard existe e continuará existindo. O nível técnico seguirá em elevação e a quantidade de praticantes também. Novas ondas surgirão (o estado do Espírito Santo e a rapaziada do Noixfriends que o digam!!!) e a performance, nos seus diferentes patamares, aparecerá diariamente nas suas redes sociais.

Agora, a dúvida que atormenta gerações de bodyboarders, quais caminhos o esporte percorrerá para consolidar sua indústria?